Mostrando postagens com marcador Estado. Mostrar todas as postagens
Mostrando postagens com marcador Estado. Mostrar todas as postagens

quinta-feira, 12 de outubro de 2023

Brave New World

 


Há sete anos atrás escrevi meu último post. E o tempo passou, voou, e se foi com o vento.

Desde então, passamos a enfrentar anos sombrios onde a morte se tornou mais frequente no nosso dia a dia, e com isso o mundo mudou para sempre.

Em paralelo, as estruturas de poder evoluiram os seus mecanismos de controle, tornando-se mais complexos e articulados, e mantendo o seu principal objetivo que sempre foi subjugar e controlar a massa, porém de forma mais ostensiva mas com uma retórica muito mais consistente e convincente.

Para desviar o foco do gado, promoveram guerras internas colocando o povo contra si mesmo através de posicionamentos antagônicos em questões ambientais, ideológicas, raciais, gênero, guerras, entre outras.

Enquanto as pessoas passaram a focar nestas questões, o establishment aliado aos super ricos em ambito mundial e apoiados pela grande mídia, saíram dos holofotes ficando mais livres para crescerem em riqueza e poder, ditando as regras e diretrizes do mundo.


"The world is not dangerous because of those who do harm but because of those who look at it without doing anything." ~Albert Einstein

sexta-feira, 15 de julho de 2016

Penumbra


Passados 380 dias de penumbra eu já não sabia mais o que era real, surreal ou ilusão.

Com os olhos entre-abertos, semi-conscientes, minha mente pairava entre mundos indefinidos. Na impetuosa batalha do dia a dia, a entrega de corpo e alma à guerra tornou-se mais relevante do que a causa e seus próprios fins. Lutar por lutar, rechaçando o nada, em um mundo ilusório, perseverando incansavelmente na busca por uma quase inatingível e volátil vitória, ocultando um abismo no espaço.

O ser interior urge pela vida, nas entrelinhas do implacável espaço-tempo, onde a nossa instância só consegue avançar em rumo à entropia. Nessa jornada sem volta somos sucessivamente convidados pelo inconsciente a penetrar em um suposto universo de sonhos e perfeição, contrapondo-se ao medíocre modelo virtual da realidade.

Somos inseridos em uma conjuntura hermética, trancados em celas invisíveis que nos fazem subsistir e sobreviver, alimentados por conta-gotas de pequenos prazeres e inspirações, sempre na expectativa de um futuro idealizado. E assim o tempo passa, a vida passa, e o sistema permanece vivo e nutrido.

Permanecer na penumbra dói menos, mas perde-se a consciência do verdadeiro eu, não linear, insólito, irreverente, criativo, que anseia pela vida.

Para migrar entre mundos é necessário romper as correntes e conectores que nos prendem e programam a mente com regras, dogmas, axiomas e paradigmas, libertando-nos para uma nova perspectiva de existência. A forma e duração deste processo depende de cada um.

A interface entre as duas perspectivas é uma barreira aparentemente impenetrável. É como se um indivíduo em quarto aquecido, protegido de um duro inverno tivesse que mergulhar no lago congelado. Mas cada um tem o seu tempo, ou até mesmo a possibilidade de voltar atrás enquanto for possível.

Findados os tempos de penumbra, resolvi tentar. Do meu jeito, no meu tempo.




“A prisão não são as grades, e a liberdade não é a rua; existem homens presos na rua e livres na prisão. É uma questão de consciência.” 

“Você nunca sabe que resultados virão da sua ação. Mas se você não fizer nada, não existirão resultados.” 

~Mahatma Gandhi

segunda-feira, 29 de junho de 2015

Falta de FOCO


Embora o Brasil seja um país de forte potencial econômico, infelizmente estamos afundando. Na minha visão o problema vem mais de baixo, da nossa cultura e origem, e assim muitas vezes acabamos colocando no poder políticos incompetentes, burros ou mal-intencionados.

O povo não sabe dissernir o que é essencial e supérfluo diante do cenário atual, e o governo se prevalece disso. É fato que não há os recursos necessários para resolver 100% dos problemas do país. Dada a atual conjuntura é fundamental haver FOCO, atacando prioritariamente os problemas mais críticos, deixando para depois o que não é essencial.

Eu vi um filme esses dias que achei espetacular - O Jogo da Imitação, onde o líder do projeto tem a consciência de que para obter um resultado significativo com a nova descoberta é necessário ter uma visão mais global do que local, respeitando dados estatísticos, e muitas vezes admitindo certas baixas porém visando a vitória final a qual pouparia um número absolutamente maior de vidas.

Todos sabemos o que é mais crítico hoje em dia e afeta o povo como um todo: saúde, educação, segurança pública, saneamento básico e uma economia estável que permita uma condição de vida mais satisfatória. E o que vemos ? Um governo utilizando recursos públicos ao seu critério, visando prioritariamente o aumento da sua arrecadação / ganho de votos / apoio político / engrandecer o seu ego.

Essa tendência do governo é global, tanto a nível federal, estadual ou municipal. Por exemplo, no Rio de Janeiro estamos passando por problemas de segurança e saúde gravíssimos, enquanto isso vemos o prefeito fazendo obras supérfluas, faraonicas, derrubando enorme viaduto para fins estéticos, comprando placas de trânsito de 25.000 reais cada. Além disso em iniciativa conjunta com o governo do estado alocam inúmeros profissionais diariamente em uma operação grandiosa para a realização de blitz de fiscalização de trânsito e multagem desenfreada.

Tudo isso na visão de uns e outros pode parecer lindo, correto, eficaz, ainda mais com o apoio diário da mídia na TV e jornais. E assim uma parte significativa do povo acaba por aceitar a tudo isso e dar amém para o governo.

Enquanto isso vemos filas homéricas e mortes frequentes por falta de atendimento médico em hospitais públicos, pessoas sendo assassinadas, esfaqueadas, assaltadas nas ruas, ou morrendo esquecidas em sua insignificância.

De um lado você é violentado por criminosos; de outro, pelo próprio governo, sendo fiscalizado incessantemente, oprimido, obrigado a submeter-se, rebaixar-se, humilhar-se, a seguir regras ultra rigorosas, tendo sua liberdade cerceada, mas sem uma contra-partida em troca. Andamos em ruas inseguras, perigosas, cheias de buracos, correndo riscos diários. E o que o governo nós dá em troca ? Desapropriações, multagem, blitz, radares, opressão, punições. Estamos sempre no meio, apanhando das duas pontas.

Faz sentido isso ? É óbvio que não! Só se pode investir ou focar em realizações supérfluas quando o essencial estiver satisfatório. Caso contrário ou é burrice, falta de inteligência, de visão, ou pelo contrário, articulação do governo para sugar mais o nosso $, focando naquilo que o interessa  dando-o mais retorno pessoal ou político.

Enquanto não houver FOCO absoluto naquilo que o povo precisa de fato, nunca teremos nada de forma efetiva, mas apenas pequenas ações dispersas do governo para maquear o cenário e nos iludir.


"POLÍCIA PARA QUEM PRECISA DE POLÍCIA!"


"The world is not dangerous because of those who do harm but because of those who look at it without doing anything." ~Albert Einstein


terça-feira, 25 de novembro de 2014

Vivenciando o Socialismo


Para quem ainda acredita que o socialismo é uma solução viável considerando a natureza do ser humano, vale a pena ler este texto.


Um professor de economia em uma universidade americana disse que nunca havia reprovado um só aluno, até que certa vez reprovou uma classe inteira.


Esta classe em particular havia insistido que o socialismo realmente funcionava: com um governo assistencialista intermediando a riqueza ninguém seria pobre e ninguém seria rico, tudo seria igualitário e justo.


O professor então disse, "Ok, vamos fazer um experimento socialista nesta classe. Ao invés de dinheiro, usaremos suas notas nas provas."Todas as notas seriam concedidas com base na média da classe, e portanto seriam 'justas'. Todos receberão as mesmas notas, o que significa que em teoria ninguém será reprovado, assim como também ninguém receberá um "A".


Após calculada a média da primeira prova todos receberam "B". Quem estudou com dedicação ficou indignado, mas os alunos que não se esforçaram ficaram muito felizes com o resultado.


Quando a segunda prova foi aplicada, os preguiçosos estudaram ainda menos - eles esperavam tirar notas boas de qualquer forma. Já aqueles que tinham estudado bastante no início resolveram que eles também se aproveitariam do trem da alegria das notas. Como um resultado, a segunda média das provas foi "D". Ninguém gostou.


Depois da terceira prova, a média geral foi um "F". As notas não voltaram a patamares mais altos mas as desavenças entre os alunos, buscas por culpados e palavrões passaram a fazer parte da atmosfera das aulas daquela classe. A busca por 'justiça' dos alunos tinha sido a principal causa das reclamações, inimizades e senso de injustiça que passaram a fazer parte daquela turma. No final das contas, ninguém queria mais estudar para beneficiar o resto da sala. Portanto, todos os alunos repetiram aquela disciplina... Para sua total surpresa.  O professor explicou: "o experimento socialista falhou porque quando a recompensa é grande o esforço pelo sucesso individual é grande. Mas quando o governo elimina todas as  recompensas ao tirar coisas dos outros para dar aos que não batalharam por elas, então ninguém mais vai tentar ou querer fazer seu melhor.


Tão simples quanto o exemplo de Cuba, Coreia do Norte, Venezuela e o Brasil e Argentina, que estão chegando lá.."


1. Você não pode levar o mais pobre à prosperidade apenas tirando a prosperidade do mais rico;


2. Para cada um recebendo sem ter de trabalhar, há uma pessoa trabalhando sem receber;


3. O governo não consegue dar nada a ninguém sem que tenha tomado de outra pessoa;


4. Ao contrário do conhecimento, é impossível multiplicar a riqueza tentando dividi-la;


5. Quando metade da população entende a ideia de que não precisa trabalhar, pois a outra metade da população irá sustentá-la, e quando esta outra metade entende que não vale mais a pena trabalhar para sustentar a primeira metade, então chegamos ao começo do fim de uma nação.


domingo, 21 de setembro de 2014

Brasil : Desvio de Foco


Esse exagero da midia em ficar repetindo incessantemente a matéria sobre a garota que xingou o Aranha e sua respectiva punição é na verdade um desvio de foco nocivo à população.

É óbvio que o racismo deve ser coibido.

O fato é que por trás disso existe uma característica não muito louvável, mas que é inerente ao ser humano que é a necessidade de assistir a punições de terceiros, como uma certa forma de catarse emocional que o faz "lavar sua alma".

Na antiguidade tais instintos eram considerados naturais, tanto que por exemplo os imperadores romanos para saciarem esta sede do povo ofereciam sempre "shows" de gladiadores, massacre de cristãos em arenas, etc.

A mídia se prevalece disso para focar exageradamente em incidentes onde há supostos culpados a serem punidos, e vítimas a serem "vingadas" através de tais punições.

Assim a população em grande parte esquece o entorno e a podridão da conjuntura em que vivemos e de algum modo já se satisfaz.

Enquanto isso, o Lewandowski tomou posse como presidente do supremo, a Dilma já começou o famoso discurso do nada sabe a respeito do esquema de corrupção na Petrobrás, e ainda subiu nas pesquisas.

E o gado continua no seu pasto...

quarta-feira, 26 de junho de 2013

O Fim da PEC-37


Hoje o povo obteve a 2a vitória na queda de braço contra este governo corrupto e opressor que controla o nosso país. Depois da redução dos preços das passagens de ônibus, conseguimos "forçar" o governo a não aprovar a PEC-37. No desespero, os políticos em busca de dar um fim às manifestações resolveram votar às pressas a PEC-37, a qual foi rejeitada pelo plenário da Câmara dos Deputados (430 votos x 9 e 2 abstenções).

Para quem não sabe, a PEC-37 era um projeto de emenda à constituição que propunha que promotores e procuradores não pudessem mais executar diligências e investigações próprias, mas apenas solicitar ações no curso do inquérito policial e supervisionar a ação da polícia, limitando assim o poder de atuação do Ministério Público contra políticos envolvidos em corrupção e afins.

Esta vitória foi muito importante para o povo, não apenas pelo objeto que representa, mas por deixar mais do que claro que estamos com a força e o poder em nossas mãos. O povo já está acreditando que o Brasil é nosso, e não dos políticos. O sentimento de amor à pátria está de volta.

Podemos comemorar o nosso êxito por termos forçado a rejeição da PEC-37, porém os políticos não merecem mérito algum por isto. Eles apenas cumpriram sua obrigação não aprovando um projeto de emenda constitucional criado por eles mesmos que fazia uma proposição absurda. Ou seja, o próprio mal não pode vangloriar-se pela rejeição de um mal proposto por eles mesmos.

É como se o diabo resolvesse fazer o mal, mas de repente ele desiste. Ele mereceria algum mérito por esta desistência ?

Vencemos mais uma batalha, mas a luta por um Brasil melhor continua. Com inteligência, determinação e perseverança chegaremos um dia a vencer esta guerra, que a pouco tempo atrás parecia perdida. Finalmente o Brasil Acordou!

#MudaBrasil #vemprarua

“Individually, we are one drop. Together, we are an ocean.” ~Ryunosuke Satoro.

sexta-feira, 14 de junho de 2013

Bolsa Família



Em um país onde grande parte do povo vive na miséria, uma bolsa família (compra de votos legalizada e patrocinada pelo povo) é suficiente para perpetuar essa gente no poder, e por conseguinte enfiar o Brasil no ralo...

Desta forma o governo mantém grande parte do povo em sua ignorância, sem maiores condições de melhorar seu nível de vida por carência educacional, e acomodado por já ser remunerado sem precisar trabalhar. A ignorância do povo é o maior trunfo de um governo incompetente para perpetuar-se no poder.


"The world is not dangerous because of those who do harm but because of those who look at it without doing anything." ~Albert Einstein

quarta-feira, 22 de maio de 2013

O Custo Brasil


Os políticos acham que são os donos do Brasil, como sua empresa particular. Tudo que eles criam visa de alguma forma benefício próprio, seja algo que lhes proporcione votos ou retorno financeiro para si próprio ou associados, para o seu partido, ou mesmo para impor regras que julgam ser adequadas para o controle do gado (povo).

Sendo assim, a estrutura política e de controle que foi montada e continua crescendo incessantemente neste país é absolutamente onerosa e ineficiente. O povo tem então que sustentar toda esta estrutura deficitária (déficit público), além da corrupção que gira em torno dela.

Os itens produzidos por estatais por exemplo acabam se tornando muito mais caros do que seriam caso estas fossem privatizadas, dada a extrema ineficiência de tudo aquilo que é controlado pelo governo pelos motivos expostos acima.

Desta forma, acabamos por pagar cada vez mais impostos para sustentar o déficit público, assim como pagar caro pelos produtos oferecidos pelas estatais, o que encarece em demasia os custos em geral no país.

Somos auto suficientes na produção de petróleo, mas nossa gasolina é uma das mais caras do mundo, nossos carros custam o triplo do preço dos USA, mesmo os fabricados no Brasil quando exportados são vendidos nos países que os importam por valores bem inferiores aos que pagamos pelos mesmos veículos aqui. Mas mesmo assim a Petrobrás, que deveria ser uma empresa bem sucedida está quebrando! É fato que qualquer instituição vinculada de alguma forma ao governo acaba tornando-se ineficiente, inflada, e segue diretrizes questionáveis. Roupas e até enxoval de bebê nos USA custam absolutamente menos que aqui. O motivo de tudo isso todos já sabem, só não vê quem não quer. Exemplo, o PT prioriza a bolsa família em detrimento do crescimento do país. Será que são bonzinhos ou é apenas uma forma de perpetuar-se no poder através de uma compra de votos legalizada ?

Enquanto isso o povo vai torcer para o Brasil ser campeão da copa das confederações, copa do mundo e ganhar medalhas nas olimpíadas? Não mais! Chegou a hora da nossa reação! Vamos forçar para que todo esse lixo mude!

quinta-feira, 7 de fevereiro de 2013

Brasil - Uma República de Bananas




Carta recebida por um comentarista enviada por um amigo Americano.

Segue a carta:

Caros amigos brasileiros e “ ricaços “,

Voces brasileiros pagam o dobro do que os americanos pagam pela água que consomem.
Embora tenham água doce disponível, aproximadamente 25% da reserva mundial de água Doce está no Brasil.

Voces brasileiros pagam 60%  a mais nas tarifas  de telefone e eletricidade. Embora 95% da produção de energia em seu país seja hidroelétrica ( mais barata e não poluente ).
Enquanto nós, pobres americanos, somente podemos pagar pela energia altamente poluente, produzidas por usinas termelétricas à base de carvão e petróleo e as perigosas usinas Nucleares.

E por falar em petróleo...

Voces brasileiros pagam o dobro pela gasolina, que ainda por cima é de má qualidade, que acabam com os motores dos carros, misturas para beneficiar os usineiros de álcool . Não dá para entender, seu país é quase auto-suficiente em produção de petróleo (75% é produzido aí) e ainda assim tem preços tão elevados. Aqui nos EUA nós defendemos com unhas e dentes o preço do combustível que está estabilizado a vários anos US$ 0,30 ou seja R$ 0,90 Obs: gasolina pura, sem mistura.

E por falar em carro...

Voces brasileiros pagam R$ 40 mil por um carro que nos nos EUA pagamos R$ 20 mil. Voces dão de presente para seu governo R$ 20 mil para gastar não se sabe com que e nem aonde, já que os serviços públicos no Brasil são um lixo perto dos serviços prestados pelo setor público nos EUA. Na Flórida, caros brasileiros, nós somos muito pobres; o governo estadual cobra apenas 2% de imposto sobre o valor agregado (equivalente ao ICMS no Brasil) , e mais 4% de imposto federal , o que dá um total de 6%.
No Brasil voces são muito ricos, já que afinal concordam em pagar 18% só de ICMS.

E já que falamos de impostos...

Eu não entendo porque voces alegam serem pobres, se, afinal, voces não se importam em pagar, além desse absurdo ICMS, mais PIS, CONFINS, CPMF, ISS, IPTU, IR, ITR e outras dezenas de impostos, taxas e contribuições, em geral com efeito cascata, de imposto sobre imposto, e ainda assim fazem festa em estádios de futebol e nas passarelas de Carnaval . Sinal de que não se incomodam com esse confisco maligno que o governo promove, lhes tirando 4 meses por ano de seu suado trabalho.
De acordo com estudos realizados, um brasileiro trabalha 4 meses por ano somente para pagar a carga tributária de impostos diretos e indiretos.

Segue...

Nós americanos lembramos que somos extremamente pobres, tanto que o governo isenta de pagar imposto de renda todos que ganham menos de US$ 3 mil dólares por mês (equivalente a R$ 9.300,00), enquanto aí no Brasil os assalariados devem viver muito bem, pois pagam imposto de renda todos que ganham a partir de R$ 1.200,00. Além disso, voces tem desconto retido na fonte, ou seja, ainda antecipam o imposto para o governo, sem saber se vão ter renda até o final do ano. Aqui nos EUA nos declaramos o imposto de renda apenas no final do ano, e caso tenhamos tido renda, ai sim recolhemos o valor devido aos cofres públicos. Essa certeza nos bons resultados futuros torna o Brasil um país insuperável.
Aí no Brasil voces pagam escolas e livros para seus filhos, porque afinal, devem nadar em dinheiro, e aqui nos EUA, nós, pobres de país americano, como não temos toda essa fortuna, mandamos nossos filhos para as excelentes escolas públicas com livros gratuitos. Voces, ricaços do Brasil, quando tomam no banco um empréstimo pessoal, pagam POR MÊS  o que nos pobres americanos pagamos POR ANO.

E por falar em pagamentos...

Caro amigo brasileiro, quando voce me contou que pagou R$ 2,500.00 pelo seguro de seu carro, ai sim eu confirmei a minha tese: voces são podres de rico!!!!!!!!
Nós nunca poderíamos pagar tudo isso por um simples seguro de automóvel. Por meu carro grande e luxuoso, eu pago US$ 345,00. Quando voce me disse que também paga R$ 1.700,00 de IPVA pelo seu carro, não tive mais dúvidas. Nós pagamos apenas US$ 15,00 de licenciamento anual, não importando qual tipo de veiculo seja. Afinal, quem é rico e quem é pobre ?
Aí no Brasil 20% da população economicamente ativa não trabalha. Aqui, não podemos nos dar ao luxo de sustentar além de 4% da população que esta desempregada.
Não é mais rico quem pode sustentar mais gente que não trabalha ???

Comentários:

Caro leitor, estou sem argumentos para contestar este ianque. Afinal, a moda nacional brasileira é a aparência. Cada vez mais vamos nos convencendo de que não é preciso ser, basta parecer ser. E, afinal, gastando muito, a gente aparenta ser rico. Realmente é difícil comparar esta grande nação chamada EUA que desde o seu descobrimento teve uma colonização de povoamento, com nosso país que foi colônia de exploração por mais de 300 anos, com nossas riquezas sendo enviadas para Portugal. E hoje ainda sofremos com essa exploração, só que dos próprios governantes que pilham e enviam nossas riquezas para suas contas bancárias em paraísos fiscais. E não fazemos nada para promover uma mudança radical de atitudes, conceitos e afirmação de nossa dignidade. Precisamos sair deste comodismo que estamos vivendo ou o sonho do País do futuro será apenas um ideal na boca dos demagogos que estão no poder.

CONCLUSÃO:

“Não se trata de sermos um país rico, mas sim de uma República de BANANAS!!!!!!!!!!!!!!”
Leiam e passem adiante.
O objetivo é fazer chegar esta mensagem ao máximo de pessoas para sensibilizar e conscientizar este povo brasileiro que aceita tudo que o governo dita, sem contestar.


"The world is not dangerous because of those who do harm but because of those who look at it without doing anything." ~Albert Einstein

“Individually, we are one drop. Together, we are an ocean.” ~Ryunosuke Satoro

terça-feira, 10 de abril de 2012

Lei Seca - uma questão para reflexão



Uma questão para reflexão: Pouquíssimos tem coragem de dizer explicitamente que discordam do extremo rigor da lei seca (0%) e da forma que ela está sendo implantada no país.

Qual seria a explicação disso? A verdade é que o povo brasileiro tende a ser guiado absolutamente pela mídia através de seus apelos emocionais apresentando fatos pontuais e estatísticas questionáveis. A mídia na verdade é constituída de empresas com fins lucrativos, então o seu apoio a tais leis é tendencioso. 

Acima da lei seca ou de qualquer outra decisão do governo é imperativo que seja preservado o conceito que supostamente conquistamos ao longo dos últimos anos - a liberdade. Qualquer ação do governo que vise a restrição desta conquista deve ser rechaçada e combatida veementemente. Não há argumentos que justifiquem o retrocesso a um regime de governo autoritário e opressor.

Any society that would give up a little liberty to gain a little security will deserve neither and lose both. ~Benjamin Franklin

terça-feira, 18 de maio de 2010

Segundas Intenções

A humanidade não se divide em heróis e tiranos. As suas paixões, boas e más, foram-lhe dadas pela sociedade, não pela natureza.

Amo o público, mas não o admiro. Como indivíduos, sim. Mas, como multidão, não passa de um monstro sem cabeça. ~Charles Chaplin

A mente humana é uma estrutura hiper complexa, a qual é objeto de inúmeros estudos buscando a sua compreensão.

Estudos realizados constataram que o ato de presentear alguém, tanto no sentido material quanto a nivel de fazer o bem, geram uma satisfação igual ou maior do que a de ser presenteado.

Porém a estrutura da sociedade em que vivemos faz com que as pessoas cada vez mais deixem de refletir sobre si mesmas, e vivam em um plano primário buscando incessantemente a sua felicidade através da conquista de bens materiais. Como bens materiais jamais deixarão o homem saciado, esta busca torna-se interminável, e as pessoas nunca estão satisfeitas. Tentamos explicar as razões de termos chegado a este ponto em posts anteriores do blog.

A mente humana é mais poderosa do que um super computador, principalmente na forma analítica em que processa as informações e busca soluções e caminhos para chegarmos aos nossos objetivos. Tanto no caminho do "bem", quanto no do "mal". Embora eu não costume utilizar estar palavras, vamos conceituar o "bem" como algo realizado em benefício de terceiros, e "mal" o contrário.

Em posts anteriores mostramos que a sociedade em que vivemos é essencialmente focada em metas definidas pelas classes dominantes e detentores do poder ao longo de sua história. O pessoa desde que nasce recebe por "osmose" informações que a levam a focar sua educação e vida na busca de sucesso, enriquecimento, poder, destaque, etc. A justificativa é que tais realizações a levariam a atingir a felicidade e plenitude, para si e seus descendentes. Assim são formadas as pessoas que irão um dia chegar ao poder e liderança, mantendo este modelo social.

Em uma sociedade constituida por milhões de pessoas, chegar ao poder não é algo simples. É claro que se um dia surgir alguém iluminado que toque o coração do povo sua ascensão pode vir a ser natural, mas em 99.9% dos casos tal situação não se aplica.

O indivíduo que foca sua existência na conquista e manutenção do poder e liderança, em geral abre mão de todos os valores e dignidade para atingir a seus objetivos.

Alguns países os quais são regidos por ditaduras, podem ser considerados como empresas privadas de seus governantes. Normalmente estes chegaram ao poder através da força.

Já em países supostamente democráticos, o processo é um pouco mais complexo porém o objetivo é o mesmo, ou seja, fazer do Estado a sua empresa enquanto durar o seu mandato de governo.

Para chegar ao poder é necessário ganhar o voto de milhares de pessoas, a princípio desconhecidas, colocando-se politicamente e moralmente acima de seus oponentes. Por este motivo as campanhas dos candidatos com maior chance de vitória costumam ser caríssimas. As verbas utilizadas nas campanhas em geral vêm dos próprios candidatos, e empresas que os apoiam. Em geral o valor gasto é muito superior ao somatório dos salários e benefícios que o indivíduo ganhará ao logo de todo o seu mandato. Sendo assim, muitos destes ao assumirem o poder consideram que estão no vermelho, endividados devido aos altos gastos de campanha, e devendo favores às empresas que os apoiaram.


O indivíduo considera que dado o altíssimo nível de "investimento" alocado, assim como o alto risco do "negócio", e a possibilidade de não mais vir a vencer futuras eleições, é necessário não só saldar as dívidas contraídas e favores prometidos, mas também ter um retorno substancial, garantindo a verba necessária para o financiamento de sua próxima campanha, ou quem sabe a sua aposentadoria.


No Brasil o poder executivo (presidente, governadores, prefeitos) depende do legislativo para governar. Ou seja, é desejável que suas leis sejam aprovadas prontamente quando necessário. Daí surgiu o chamado "mensalão", isto é, uma "bolsa" paga mensalmente pelo poder executivo à alguns membros do legislativo (deputados, vereadores, senadores) para assegurar que os seus projetos de lei fossem aprovados. Dado o descrito no parágrafo acima, será que o "mensalão" foi mesmo abolido ou ainda continua ativo em alguma esfera (nacional, estadual ou municipal) ?


Dependendo do nível de investimento para a chegada ao poder, associado aos custos necessários para a sua manutenção e o retorno desejado, torna-se necessário que o governante faça de tudo para aumentar a arrecadação do Estado. Desta forma ele poderá realizar mais projetos, estabelecendo parcerias com empresas que ofereçam vantagens, benefícios, e aos "menos honestos" presentes ou até mesmo comissões.


O descrito acima explica a obsessão do governo em aumentar a sua arrecadação através de impostos e leis punitivas visando a multagem de indivíduos.


Quando vocês verem matéria na TV utilizando apelo emocional, e sugerindo implicitamente a criação de alguma lei punitiva através de multas, pensem que por trás disso pode estar um trabalho de assessoria de imprensa do governo, visando convencer o povo da necessidade de tais medidas.


A verdadeira intenção é sempre o aumento da arrecadação. As justificativas primárias são apenas pretextos demagógicos, por mais claras que pareçam.


Existe solução ? Sim. Para chegarmos a uma solução é necessário aumentar o nivel de educação da população a ponto de compreender a verdade do contexto em que vivemos, aspirar por um mundo melhor e lutar intensamente por isso.

Nem tudo é o que parece ser...

"The world is not dangerous because of those who do harm but because of those who look at it without doing anything."  ~Albert Einstein

"If the structure does not permit dialogue the structure must be changed."

"The greatest humanistic and historical task of the oppressed: to liberate themselves..."

"Education either functions as an instrument which is used to facilitate integration of the younger generation into the logic of the present system and bring about conformity or it becomes the practice of freedom, the means by which men and women deal critically and creatively with reality and discover how to participate in the transformation of their world."
~Paulo Freire (Pedagogy of the Oppressed)

segunda-feira, 5 de abril de 2010

O Perfil da Sociedade Brasileira

Nos últimos dois posts, tentei resumir a evolução dos acontecimentos históricos no Brasil desde o seu descobrimento até a proclamação da República, a qual vivemos até os dias de hoje.

No início de nossos tempos, o povo brasileiro foi constituído principalmente de imigrantes cujos objetivos eram a exploração de recursos visando maiores lucros no comércio. Para maximizar os lucros eram utilizados índios e mais adiante escravos negros adquiridos através de tráfico de homens vindos da África.

Na colonização nunca houve uma unidade dos imigrantes nem o objetivo de construir no Brasil a sua terra. Os movimentos populares revolucionários em busca da independência nunca foram o suficiente para alcançá-la. Nossas principais conquistas sempre foram com fundo político, ou com o apoio econômico das classes dominantes. O povo brasileiro, diferentemente de outras nações nunca precisou entrar em guerra, ou lutar e morrer por seus ideais, fora em situações pontuais.

Grande parte dos imigrantes portugueses que vieram para o Brasil eram considerados de baixo escalão ou pessoas indesejáveis pela monarquia. Uma parcela substancial do povo brasileiro foi constituída pela miscigenação entre estes portugueses, junto com os índios e negros provenientes do tráfico de escravos.


No decorrer dos tempos, imigrantes de outros países vieram para o Brasil por razões e objetivos diversos, porém mantendo traços de suas culturas nas regiões onde se estabeleceram.


Até hoje nossa população apresenta um número elevado de analfabetos - mais de 10% da população com idade acima de 15 anos não sabem ler e escrever. Isto representa cerca de 14 milhões de pessoas. O Brasil é um país que apresenta uma grande desigualdade social, onde 10% da população representada pelos mais ricos possui cerca de 50% da renda de todo o país, e 50% da população representada pelos mais pobres possui apenas 10% da renda. Além disso, os 1% localizados no topo da pirâmide social (os mais ricos) possuem uma parcela de renda superior a da metade de toda a população brasileira (mais pobres).

Veja aqui alguns dados estatísticos do Brasil.


Após a proclamação da República em 1889, com o regime presidencialista diversos presidentes chegaram ao poder. Porém em 1o de abril de 1964 o Brasil sofreu um golpe militar (revolução de 1964) o qual estaria associado à ideia de futuro, de esperança de um tempo melhor, algo prometido à população devido ao estado de corrupção existente, aos vários problemas estruturais que surgiram na política brasileira no decorrer dos anos da República, assim como supostas ameaças de comunismo.

O golpe de 1964 submeteu o Brasil a um regime alinhado politicamente com os Estados Unidos da América, e durou até 1985 quando indiretamente foi eleito o primeiro presidente civil desde as eleições de 1960, Tancredo Neves.

O momento histórico do golpe militar de 1964 era complicado, dado que o mundo vivia a Guerra Fria, onde por um lado países como a China, Cuba e URSS representavam o lado comunista e tentavam influenciar ou financiar outros países a seguirem o seu regime de governo, por outro lado havia os Estados Unidos defendendo o lado capitalista. Pode-se fazer diversas suposições com relação a procedência das iniciativas e financiamentos das duas correntes ideológicas existentes no Brasil (direita x esquerda). Porém é inquestionável que durante a ditadura militar a população brasileira sofreu uma forte repressão e a imprensa uma extrema censura. Há relatos de supostas torturas e assassinatos.


Geraldo Vandré - Para não dizer que não falei das flores


Muitas das pessoas que vivenciaram este momento histórico ficaram marcadas para sempre. As crianças  foram educadas neste período sob o regime repressor, e aprenderam a não questionar e aceitar as imposições do governo para não sofrerem represálias.

Se antes o povo brasileiro já não tinha uma unidade e posicionamento forte na luta por seus ideais, a partir de 1964 passou a se tornar ainda mais passivo e submisso aos detentores do poder. Tal temor e passividade persistem até os dias de hoje. Os políticos fazem leis às suas vontades. Governam em causa própria, como se o país fosse sua empresa particular. Em geral chegam ao poder através de ações populistas, beneficiando-se da pobreza e carência de educação da maior parte da população para obterem votos. Ao assumirem o poder elaboram leis completamente contra o desejo do povo, focadas principalmente no aumento da arrecadação do Estado, justificadas por mínimos pretextos, que apoiados pela midia são suficientes para calar o povo. A nossa história tornou o povo brasileiro tão passivo e submisso, que é praticamente incapaz até mesmo de se posicionar radicalmente contra medidas tais como leis criadas pelos próprios políticos para o aumento do seu próprio salário, aumento do preços de combustíveis, criação de novos impostos (ex. CPMF, taxa de iluminação pública), entre outras.

Nosso povo se satisfaz com muito pouco. Se o seu time vence no estádio a alegria momentânea é suficiente para o esquecimento das adversidades. Uma cervejinha também pode ser uma boa forma de esquecer. E desta forma os governos se mantém, administrando seus Estados - suas "empresas". O povo olha, sabe, mas permanece passivo e submisso.