terça-feira, 28 de julho de 2026

Estado de Exceção

 


É uma situação jurídica supostamente temporária em que o governo suspende ou restringe direitos e garantias individuais para enfrentar crises, calamidades ou ameaças à ordem pública.


O poder Executivo ganha mais força para agir de forma rápida, limitando temporariamente a separação de poderes.

Deve durar apenas o tempo necessário para resolver a crise que motivou sua criação.

Diferente de uma ditadura permanente, o modelo constitucional prevê regras e limites para o uso dessas medidas extremas.


O Brasil de hoje

De uns tempos para cá tornou-se normal para o governo criar leis genéricas atuando em grande escopo, prejudicando a poopulação como um todo para coibir a ação indevida de minorias, que supostamente estão prejudicando a sociedade com seus atos.


A população em uma primeira vista acaba aceitando tais medidas punitivas ou restritivas, mesmo sabendo que serão de certa forma prejudicadas em suas liberdades individuais, objetivando um suposto bem maior, a fim de impedir que tais minorias cometam os delitos em foco.


Na maior parte das vezes, por trás de um benefício aparente, o qual por conseguinte acarretará também em um cerceamento das liberdades individuais da população, existem segundas intenções.


Geralmente tais ações tendem a objetivar um aumento da arrecadação do governo através de tarifas, impostos ou multagem, um maior controle e fiscalização da população, restrições no direito de ir e vir, maior submissão do povo ao Estado, assim como abrir brechas jurídicaas para reprimir a liberdade de expressão e liberdades individuais.


A Constituição

Na Constituição Brasileira de 1988, a liberdade de expressão e as liberdades individuais são cláusulas pétreas fundamentais, protegidas de forma absoluta contra qualquer tentativa de abolição.


Diferente do modelo americano, o Brasil adotou a blindagem literal desses direitos no Artigo 60, § 4º, IV:

Direitos e Garantias Individuais (Artigo 5º)

Cláusula Pétrea Expressa: A Constituição proíbe expressamente a deliberação de qualquer Proposta de Emenda (PEC) que tenda a abolir os direitos individuais.


Liberdade de Expressão: O Artigo 5º, inciso IV, garante que "é livre a manifestação do pensamento, sendo vedado o anonimato".


Garantia de Inviolabilidade: Protege o direito à vida, liberdade, igualdade, segurança e propriedade dos cidadãos.


O brasileiro e o Estado

No caso brasileiro, "A Exceção é a Regra Geral".

O brasileiro tem a tendência de abrir mão facilmente de suas liberdades individuais, acreditando em narrativas do governo que justifiquem empregar tais medidas restritivas / punitivas. 

Com a excessão de casos extremamente críticos como guerras e calamidades públicas, não podemos aceitar qualquer cerceamento das nossas liberdades, mesmo que seja para um suposto bem maior, ainda mais sabendo que as segundas intenções que normalmente existem por trás são inaceitáveis.

No Brasil existe a tendência de criação de leis punitivas / restritivas como PECs (Proposta de Emenda à Constituição), as quais se aprovadas passam a fazer parte da nossa constituição. E assim, de pouco e pouco vamos sendo submetidos ao Estado, cada vez mais, cada vez menos livres, mais fiscalizados, mais punidos, criminalizados, multados, extorquidos.


Embora muitas vezes achemos que se justifiquem tais medidas para nos proteger de uma minoria tóxica à sociedade, não podemos admitir que sejam criadas leis genéricas para resolver o problema. O governo, que é composto de indivíduos eleitos pelo povo para nos servir, tem a obrigação de resolver os problemas de forma cirúrgica, atuando apenas em cima dos malfeitores, e jamais em cima de toda a população.


Se damos um dedo, eles vão querer a mão, se damos a mão vem o braço, do braço vem o corpo, o sangue e a nossa alma.


Para evitar esse avanço da vontade famigerada do governo de nos controlar e aumentar a sua arrecadação através de mais impostos e multagem, não podemos permitir absolutamente nenhuma perda das nossas liberdades.


O Combate

Sempre existirá uma solução para os problemas sem prejudicar todo o povo. Mesmo que algumas medidas restritivas não atinjam a você, pense no próximo, porque se formos permissivos com o governo, com certeza a hora de cada um chegará mais cedo ou mais tarde. Um câncer tratado no início tem maior probabilidade de ser extirpado, mas se deixamos crescer, dar metástase, a morte é certa. Então vamos combatar este câncer que é o desejo incansável do governo de nos controlar, cercear, multar e cobrar impostos.


A liberdade é um direito intrínseco ao homem.


Clearwater Revival - Have You Ever Seen The Rain



domingo, 26 de julho de 2026

Justiça Social



Uma breve análise sobre a narrativa de políticos populistas que utilizam uma pseudo justiça social como um meio de ganhar votos.


Aumento da carga tributária de empreendedores

Um país só cresce se houver investimentos. Para que um empreendedor resolva investir seus recursos no país, ele irá buscar um equilíbrio entre estabilidade politica-economica, e boas perspectivas de retorno.

O Brasil é um país onde nas últimas décadas vivenciamos grandes instabilidades nestes aspectos. Além disso os impostos têm sido crescentes sobre o empreendedorismo (PF e PJ). Maior taxação não só irá repelir os investidores estrangeiros, mas os brasileiros também tenderão a abandonar o país, levando junto os seus recursos .

Quanto menos empreendimentos => menos empresas => menos empregos => queda na economia => aumento da pobreza.

Os empresários brasileiros de setores estratégicos, quando taxados, tenderão a repassar os novos impostos para a população, aumentando o custo de vida, a inflação real, e o empobrecimento do país. O povo sente isso na pele quando vai aos supermercados, compra insumos, carro, objetos, etc.

Achar que taxando mais os empresários (chamados de ricos) no fim da linha só trará mais pobreza a população, e mais recursos para o governo - que é o verdadeiro beneficiário com o aumento de impostos.


Principais Números e Tendências

Aceleração recente:

Apenas no ano de 2025, o Brasil registrou a perda de aproximadamente 1.200 milionários (pessoas com patrimônio investível acima de US$ 1 milhão). Esse volume representou a maior saída de riqueza da América Latina

Evolução anual:

O fluxo de saída vem crescendo progressivamente desde 2022. Em 2024, estima-se que cerca de 800 milionários haviam se mudado do país.

Impacto financeiro:

O êxodo de empresários e investidores apenas em 2025 resultou em uma transferência de capital estimada em US$ 8,4 bilhões (cerca de R$ 43 bilhões a R$ 46 bilhões) para o exterior.

Contexto global:

Segundo os relatórios de migração da consultoria internacional Henley & Partners, o Brasil ocupa a 6ª posição mundial no ranking de países que mais perdem indivíduos ricos para o exterior.


Motivações da Saída:


Segurança pública: Apontada por consultorias como um dos fatores mais decisivos para famílias de alta renda.

Previsibilidade jurídica e tributária: Busca por ambientes econômicos com regras fiscais mais estáveis e eficientes para o planejamento sucessório.


Assistencialismo vitalício

Atualmente mais de 48 milhões de indivíduos são beneficiados.

Só faz sentido ser vitalício quando a pessoa possui deficiências que a impeçam de ingressar no mercado de trabalho. Caso contrário só irá fomentar a ociosidade, e devido ao aumento crescente dos beneficiários, em reação em cadeia, acarretará no empobrecimento da população produtiva, que terá que pagar mais impostos para sustentar uma massa crescente improdutiva.


Para indivíduos saudáveis, o assistencialismo só faz sentido como um tipo de auxílio desemprego - assim como ocorre em países de 1o mundo. Durante um período, além da ajuda financeira, seria dada uma assessoria para a recolocação do indivíduo no mercado de trabalho. Ao ser empregado o benefício cessaria (assim como já é hoje). Porém findo o período máximo do auxílio, mesmo que o indivíduo recuse a todos os empregos oferecidos, a assitência financeira também encerraria.


Responsabilidades do governo


O aumento da qualidade de vida da população só ocorrerá se o país crescer, levando ao crescimento da economia, aumento do numero de empresas, maior oferta de empregos, etc. Uma economia basaeada em assistencialismos estatais jamais nos conduzirá a um país melhor.


Cabe ao empreendedor empreender; cabe governo oferecer condições de vida dignas, com segurança, saúde, educação e saneamento básico. 

Com excessão da garantia de segurança - o que é uma obrigação exclusiva do governo, os demais setores podem ser atendidos, pelo menos em parte, por empresas privadas - cujos empresários tem maior capacidade de gestão do que políticos ligados ao governo.


Em um país onde a corrupção ainda é um dos principais problemas que enfrentamos, 

quanto menos recursos estiverem disponíveis nas mãos do governo, menor será a corrupção.


Hayek: “A ideia de justiça social é uma superstição quase religiosa”