domingo, 26 de julho de 2026

Justiça Social



Uma breve análise sobre a narrativa de políticos populistas que utilizam uma pseudo justiça social como um meio de ganhar votos.


Aumento da carga tributária de empreendedores

Um país só cresce se houver investimentos. Para que um empreendedor resolva investir seus recursos no país, ele irá buscar um equilíbrio entre estabilidade politica-economica, e boas perspectivas de retorno.

O Brasil é um país onde nas últimas décadas vivenciamos grandes instabilidades nestes aspectos. Além disso os impostos têm sido crescentes sobre o empreendedorismo (PF e PJ). Maior taxação não só irá repelir os investidores estrangeiros, mas os brasileiros também tenderão a abandonar o país, levando junto os seus recursos .

Quanto menos empreendimentos => menos empresas => menos empregos => queda na economia => aumento da pobreza.

Os empresários brasileiros de setores estratégicos, quando taxados, tenderão a repassar os novos impostos para a população, aumentando o custo de vida, a inflação real, e o empobrecimento do país. O povo sente isso na pele quando vai aos supermercados, compra insumos, carro, objetos, etc.

Achar que taxando mais os empresários (chamados de ricos) no fim da linha só trará mais pobreza a população, e mais recursos para o governo - que é o verdadeiro beneficiário com o aumento de impostos.


Principais Números e Tendências

Aceleração recente:

Apenas no ano de 2025, o Brasil registrou a perda de aproximadamente 1.200 milionários (pessoas com patrimônio investível acima de US$ 1 milhão). Esse volume representou a maior saída de riqueza da América Latina

Evolução anual:

O fluxo de saída vem crescendo progressivamente desde 2022. Em 2024, estima-se que cerca de 800 milionários haviam se mudado do país.

Impacto financeiro:

O êxodo de empresários e investidores apenas em 2025 resultou em uma transferência de capital estimada em US$ 8,4 bilhões (cerca de R$ 43 bilhões a R$ 46 bilhões) para o exterior.

Contexto global:

Segundo os relatórios de migração da consultoria internacional Henley & Partners, o Brasil ocupa a 6ª posição mundial no ranking de países que mais perdem indivíduos ricos para o exterior.


Motivações da Saída:


Segurança pública: Apontada por consultorias como um dos fatores mais decisivos para famílias de alta renda.

Previsibilidade jurídica e tributária: Busca por ambientes econômicos com regras fiscais mais estáveis e eficientes para o planejamento sucessório.


Assistencialismo vitalício

Atualmente mais de 48 milhões de indivíduos são beneficiados.

Só faz sentido ser vitalício quando a pessoa possui deficiências que a impeçam de ingressar no mercado de trabalho. Caso contrário só irá fomentar a ociosidade, e devido ao aumento crescente dos beneficiários, em reação em cadeia, acarretará no empobrecimento da população produtiva, que terá que pagar mais impostos para sustentar uma massa crescente improdutiva.


Para indivíduos saudáveis, o assistencialismo só faz sentido como um tipo de auxílio desemprego - assim como ocorre em países de 1o mundo. Durante um período, além da ajuda financeira, seria dada uma assessoria para a recolocação do indivíduo no mercado de trabalho. Ao ser empregado o benefício cessaria (assim como já é hoje). Porém findo o período máximo do auxílio, mesmo que o indivíduo recuse a todos os empregos oferecidos, a assitência financeira também encerraria.


Responsabilidades do governo


O aumento da qualidade de vida da população só ocorrerá se o país crescer, levando ao crescimento da economia, aumento do numero de empresas, maior oferta de empregos, etc. Uma economia basaeada em assistencialismos estatais jamais nos conduzirá a um país melhor.


Cabe ao empreendedor empreender; cabe governo oferecer condições de vida dignas, com segurança, saúde, educação e saneamento básico. 

Com excessão da garantia de segurança - o que é uma obrigação exclusiva do governo, os demais setores podem ser atendidos, pelo menos em parte, por empresas privadas - cujos empresários tem maior capacidade de gestão do que políticos ligados ao governo.


Em um país onde a corrupção ainda é um dos principais problemas que enfrentamos, 

quanto menos recursos estiverem disponíveis nas mãos do governo, menor será a corrupção.


Hayek: “A ideia de justiça social é uma superstição quase religiosa”



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